
Está dando tudo errado para Donald Trump. Agora de manhã, foi indiciado o ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn. Esse general da reserva e homem de confiança do presidente foi acusado de mentir ao FBI sobre as ligações dele com a Rússia, durante a campanha republicana, no ano passado. Flynn já confessou que é culpado. É uma nova encrenca para Trump. No campo da diplomacia, as coisas estão caóticas. O New York times disse que o secretário de estado, Rex Tillerson, está para cair. Em outubro, Tillerson teria chamado Trump de “cretino”, numa reunião a portas fechadas no Pentágono. Tillerson não tem a mesma opinião que Trump em assuntos importantes, como o Acordo de Paris, sobre o aquecimento global. Sobre o esforço para impedir que o Irã construa a bomba atômica. Sobre a intervenção da Arábia Saudita no Iêmen, e a briga dela com os Emirados Árabes unidos e o Qatar. O Departamento de Estado também resiste à pressão de Israel, para que os americanos sejam os únicos com embaixada transferida de Telavive para Jerusalém. Por fim, Tillerson acha que Trump perdeu a noção da gravidade da crise da Coreia do Norte. O chefe da diplomacia americana tem razão. Não adianta ameaçar pelo Twitter o ditador norte-coreano. É preciso negociar com ele. As negociações não aconteceram, e agora tudo indica que a Coreia do Norte correu contra o tempo, e construiu um míssil balístico intercontinental. Se for verdade, ela teria a capacidade de atingir com uma bomba atômica o território americano. Trump não aprende com a história. O presidente Bush, o pai, ameaçou o Afeganistão e o Paquistão. Pois o Afeganistão abrigou os terroristas da Al-Qaeda, que praticaram o hediondo atentado do 11 de setembro. E o Paquistão, para se proteger, construiu a bomba atômica. Vejam então que o mundo não é para amadores. A diplomacia americana é competente. Mas Trump acredita que é mais esperto e sabe mais que os diplomatas. Tudo isso pode gerar uma grande tragédia. É assim que o mundo gira. Boa noite.