Denise Campos de Toledo/Interesse pela poupança voltou a crescer

Por 5 de abril de 2018Jornal da Gazeta

Os últimos dias foram de muita agitação para o mercado e, claro, a situação do ex presidente Lula pesou bastante, reforçando as oscilações. Ontem o dólar chegou a 3 e 37. Hoje na abertura caiu até 3 e 30. A Bolsa também ficou no sobe e desce. Até o mercado futuro de juros reagiu à decisão do Supremo, com queda das projeções de mais longo prazo. Tudo isso demonstra a preocupação maior, com a possibilidade de vitória, nas eleições, de alguém não compromissado com a reestruturação da economia, com o ajuste fiscal. Agora, além de a situação de Lula não estar totalmente definida, tem outros candidatos que podem avançar nas pesquisas e também discordam de uma gestão mais conservadora da política econômica. É provável que os próximos meses sejam de muita volatilidade para o mercado. Não só por especulação, mas pelo temor de uma reversão da retomada da economia. O mercado é um termômetro das expectativas. E tem o cenário externo. O risco de uma guerra comercial entre Estados Unidos e China tem mexido com o mercado global. Cada lance, uma reação… das bolsas, de preços de commodities, das moedas. Os Estados Unidos, que saíram na frente, mostram disposição pra negociar. A China, além de reagir com a taxação de produtos americanos, recorreu à Organização Mundial do Comércio. Por tudo isso, os investidores têm de ter muita cautela ao planejar as aplicações, considerando, também, a perda de rendimento com a queda da taxa básica de juros, definida pelo Banco Central. A margem de ganho real diminuiu bastante. Nesse contexto, o interesse pela caderneta voltou a crescer. Sem impostos e outros custos, teve o melhor março em cinco anos, com um saldo de depósitos, no mês, de quase quatro bilhões de reais. Tende a continuar atraente enquanto a inflação continuar baixa. Mas, com um bom planejamento, mesmo quem não tem muito, consegue aplicar com ganho maior. Boa noite.

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