
11 de Abril de 1974. William Colby, diretor da CIA, entrega ao então Secretario de Estado, Kissinger, um memorando.
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Neste documento da CIA uma tomografia do que era, do que foi a ditadura no Brasil.
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O documento da CIA, liberado 50 anos depois, revela: 30 de Março de 74. Geisel se reúne com Figueiredo, então Chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI).
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E com mais dois generais. O general Milton Tavares, do Centro de Informações do Exército, informa: 104 pessoas já haviam sido sumariamente executadas.
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Com Geisel presidente, mais 89 execuções. Geisel alertou Figueiredo, seu sucessor: cabia a eles a autorização para mortes, caso a caso.
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Médici, Geisel, Figueiredo foram 3 dos generais-ditadores.
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Auto-escalados como presidentes, não apenas sabiam: autorizaram a execução dos que combatiam a ditadura.
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Matias Spektor, pesquisador da Getúlio Vargas, localizou o memorando liberado pela CIA. Dois parágrafos seguem sob segredo da CIA.
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O golpe militar de 64 se deu com apoio de amplos setores empresariais, midiáticos e da igreja.
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A justificativa é estupida. E parte do pressuposto que todos também somos…
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Instalar uma ditadura, censurar, torturar e assassinar para impedir a instalação de…uma ditadura.
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Diante dessa estupidez lembremos: militares da ditadura Argentina terminaram a vida condenados e presos. Presidente de 76 a 81, o general Videla morreu na cadeia.
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Em qualquer lugar do mundo é dever-cidadão enfrentar um regime ilegal. Uma ditadura.
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Mandela, Ghandy, Soljenítsin, de Gaulle enfrentaram ditaduras. Foram chamados de “subversivos”, “terroristas”.
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A respeito das revelações da CIA, Bolsonaro, candidato a presidente, disse: “Quem nunca deu um tapa no bumbum do filho e depois se arrependeu? Acontece”.
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Em TV, Bolsonaro já defendeu “tortura”, “golpe”, “guerra civil” e “matar uns 30 mil, a começar por Fernando Henrique”.
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Numa ditadura eu jamais poderia dizer isso aqui. E se dissesse não passaria da esquina.
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Numa ditadura vocês, amigas e amigos, hoje só saberiam da lista dos convocados para a Copa. Jamais ouviriam sobre listas de assassinados pela ditadura.