Estudantes universitários mudam a rotina de um asilo em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O projeto da Faculdade de Tecnologia Termomecânica levou facilidade e economia a trinta e seis idosos, que vivem na casa de repouso.
A iniciativa dessa escola só pode ser elogiada. A universidade e outros centros públicos de pesquisa precisam entender que o conhecimento é produzido, não para ficar encastelado, entre nobres cientistas que se intitulam os detentores do saber, muito acima de todos nós mortais. O conhecimento é um bem que deve ser aplicado sempre em benefício da sociedade, como vimos na reportagem. Não é justo que jovens formados em escolas pagas pelo imposto de ascensoristas, motoristas de táxi ou pintores de parede terminem os estudos e sejam contratados por bancos ou multinacionais a peso de ouro. Em países mais justos e equilibrados, estudantes devolvem à sociedade, em forma de trabalho de qualidade, o que todos nós pagamos para eles se formarem.